Mostrando postagens com marcador Teoria das Aberturas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Teoria das Aberturas. Mostrar todas as postagens

6 de dezembro de 2008

[Teoria das Aberturas] Abertura dos Quatro Cavalos

Abertura dos Quatro Cavalos é uma abertura de xadrez caracterizada pelos lances (em notação algébrica):
1.e4 e5
2.Cf3 Cc6
3.Cc3 Cf6

Estes são os lances mais comuns, entretanto, os cavalos podem se desenvolver em qualquer ordem.

[Teoria das Aberturas] Abertura Giuoco Piano

A abertura Giuoco Piano é uma abertura de xadrez, semelhante a abertura italiana, caracterizada pelos movimentos:
  1. e4 e5
  2. Cf3 Cc6
  3. Bc4 Bc5(a jogada das pretas não é descrita na abertura italiana)

O Giuoco Piano (expressão italiana que quer dizer "jogo calmo"), é a abertura mais antiga descrita. O português Damiano a utilizava no início do século XV e o italiano Greco também analisou esta abertura com trabalho relevante, fazendo que esta abertura seja chamada de Abertura Italiana. A abertura italiana acontece com a posição 1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 3.Bc4. A abertura Giuoco Piano foi popular durante o século XIX, mas modernos refinamentos no jogo defensivo levam mais mestres a utilizarem aberturas como a Ruy Lopez que oferecem às peças brancas mais chances para longa duração da partida.

O bispo italiano branco em c4 evita que as pretas avancem pelo centro com ...d5 e ataca a casa vulnerável f7. As brancas planejam dominar o centro com d2-d4 para atacar o rei preto.

6 de novembro de 2008

[Teoria das Aberturas]Abertura Ruy Lopez

Foi criada pelo padre espanhol Ruy Lopez de Segura, também sendo conhecida como abertura espanhola. Se caracteriza pela saída do Cavalo do Rei e do Bispo do Rei. Tem como linha principal as jogadas:

1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 3.Bb5.

Possui três variantes principais:


Variante das trocas


Na primeira variante o jogador das pretas avança o peão em a6, fazendo com que o bispo tem que deixar a casa em que está. Assim o jogador de brancas captura o Cavalo com o bispo criando um peão dobrado na coluna do bispo da dama. O jogador de pretas captura o bispo com o peão da dama liberando o jogo da dama.

  • 1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 3.Bb5 a6 4.Bxc6 dxc
Variante aberta
Na Segunda variante as pretas aproveitam a falta de iniciativa das brancas (na troca de bispo por cavalo da variante das trocas) para ganhar vantagem na luta aberta pelo domínio do centro do tabuleiro.
  • 1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 3.Bb5 a6 4.Ba4 Cf6 5.O-O Cxe4 6.d4 b5 7.Bb3 d5 8.dxe Be6.

Contra-ataque Marshall

Também conhecido como gambito Marshall, há também uma falta de iniciativa das branca aproveitada pelas pretas. Com isso, o jogo das pretas desenvolve melhor enquanto as brancas se preocupam em salvar o bispo de casa branca.

  • 1.e4 e5 2.Cf3 Cc6 3.Bb5 a6 4.Ba4 Cf6 5. O-O Be7 6.Te1 b5 7. Bb3 O-O 8.c3 d5!? 9.exd
    Geralmente nesse ponto as pretas jogariam 9... Cxd5 ou 9... e4.



2 de novembro de 2008

[Teoria das Aberturas] Escolas de Pensamento do Xadrez

Existem várias formas de pensar o xadrez, ou seja, durante a história do xadrez, existiram vários pensadores que a cada tempo priorizam algumas idéias inovadoras em relação a outras. Podemos elencar algumas delas a seguir:

Escola Arcaica – Caracterizada pela pobreza de idéias, o xadrez passa a ser sistematizado, é a época de Ruy López, criador da abertura espanhola (séc. XV). Principal observação desse estilo, é que protege-se rapidamente o rei no roque.

Escola Clássica - (também conhecida como Escola Ortodoxa ou Moderna) é uma escola de pensamento enxadrístico que acredita ser mais importante vantagens "estáticas", tais como: controle do centro por peões, não permitir o surgimento de fraquezas na estrutura de peões, a obtenção de postos avançados para os cavalos, impedir a criação do "bispo mau", em detrimento do "bispo bom", em posições fechadas de peões, dentre outros. Valorização dos peões e têm por base a cilada. O Francês Philidor (1747) é o seu pioneiro.

Escola Romântica - É uma escola de pensamento enxadrístico que preconiza o uso constante de ataques, combinações e sacrifícios, com uma clara preocupação estética (beleza) em relação ao estilo de jogo dos enxadristas. Inicia em 1820, com Evans e Adolf Anderssen seu maior expoente.

Escola do Desenvolvimento – Com o americano Paul Morphy (1857), dá um passo maior para seu aperfeiçoamento. O rápido e eficaz desenvolvimento de forças no jogo com colunas e diagonais abertas deve se impor. É a luta do Tempo e Espaço contra Material, sem dúvida a potência interna brinda cada posição.

Escola Moderna Posicional – Steinitz introduz o jogo de trincheiras. Ele foi capaz de reunir as teorias de Xadrez que deram base a escola moderna. O Rei deixa de ser o primeiro objetivo para converte-se no último.

Escola Moderna Científica – Tarrasch, Discípulo e continuador das teorias Steinitz. Estabelece no jogo de posição uma característica científica. Acumulação de pequenas vantagens, para conseguir uma lenta porém segura vitória.

Escola Moderna Psicológica – Paralelamente a Tarrasch, outro propulsor da Escola Posicionista Emanuel Lasker, implantou um jogo do tipo psicológico baseado no estudo do adversário para realizar dentro do jogo de posição, não a jogada melhor, senão aquela jogada ocasional que mais possa incomodar o oponente, com o que conseguiu magníficas vitórias.

Escola da Combatividade – Foi Pillsbury (1895) quem impôs o ataque em qualquer posição e a qualquer preço. Depois lhe seguiram Marshall, Spielman, etc. As Partidas desta escola são de violência extrema e a possibilidade de vitória estão sempre “no telhado”.

Escola Defensiva – O Grande Mestre húngaro Maroczy (1902) implantou a defesa como arma de combate. Quando a defesa é verdadeiramente eficaz. Não existe ataque que possa rompê-la. Com esta máxima conseguiu muitos triunfos e muitos empates. Entretanto, não teve muitos adeptos, pelo que se pode afirmar que a arte defensiva foi única em Maroczy.

Escola da Simplificação – O Grande Mestre Cubano Capablanca (1911). Foi único neste jogo simples, porém genial. Sua política consistia em provocar trocas de peões ou peças vantajosas, dentro de um jogo diáfano e lógico.

Escola Neo-Romântica – A Combinação e o ataque conjugados com o jogo de posição deu lugar a esta nova escola cujo cume foi marcado pelo Grande Mestre Russo Alexandre Alekhine. Por regra geral, a combinação não tem por finalidade a produção do mate, senão o ganho material ou a vantagem posicional, e os ataques de dirigem contra pontos débeis do adversário.

Escola Hipermoderna – As teorias de Breyer (1920) seguidas por Réti e Ninzowitch, puseram sobre o tabuleiro um jogo de Bloqueio caracterizado pelo domínio do Centro sem ocupação, ação indireta, jogo cerrado com manobras internas, bispos atuando desde os flancos (Bispo na casa g2 por exemplo) e cadeias de peões sobre tensão.

Escola Positivista– Em 1930, Kashdan surpreende com seu jogo sólido e eficaz em que não se arrisca nunca nada. A Escola Posicional chega ao cume em sua inexpugnabilidade, mas criando jogo, destruindo o do adversário.

Escola Eclética – Com a presença dos mestres da antiga União Soviética, capitaneados por Botvinnik nos torneios europeus, depois da segunda guerra mundial. Aprecia-se nas partidas uma nova concepção de jogo, que recompila os melhores ensinamentos de todas as escolas. No Ecletismo, que no Xadrez se explica da mesma forma que nas demais matérias . Todas as idéias práticas das diferentes épocas e de distintos estilos se unem em conjunto heterogêneo , porém harmônico, para abri novos horizontes a Teoria e prol do Jogo.
Fonte: “Vademecum de Ajedrez” de Júlio Ganzo –Editora Ricardo Aguilera

[Teoria das Aberturas]O início do jogo

O início do jogo

O início do jogo é um momento muito importante para o jogador. Teoria das Aberturas é como denomina-se o estudo das jogadas iniciais que foram consagradas desde a sistematização do jogo de xadrez. Esta visa facilitar o jogo do enxadrista que a domina.
A teoria das aberturas possui variação de acordo com a escola de xadrez que a estuda. Escola de xadrez será um tema abordado posteriormente. Segundo a visão clássica de enxadrismo, o jogador deve procurar dominar o centro em todas as jogadas iniciais e ainda desenvolver as peças que estão na sua casa inicial, dominando consequentemente um maior território que o adversário. Podemos colocar didaticamente dois princípios básicos:
  1. O princípio do domínio do centro: Todas as jogadas iniciais do jogador devem direcionar as peças para o controle das casas e4, e5, d4 e d5. Dominando boa parte do território e forçando o adversário a disputar o centro ou fazer jogadas pelos flancos (jogadas laterais).
  2. O princípio do desenvolvimento das peças: Todas as jogadas iniciais não devem impedir o desenvolvimento de outras peças, para que o jogador não diminua o campo de atuação de seu time e não perca tempo jogando várias vezes a mesma peça.
O princípio do desenvolvimento deixa implícito um outro princípio que é o princípio do tempo. Este princípio diz que o jogador deve deixar as peças prontas para atacar o mais breve o possível para que o jogador tenha vantagem substancial no primeiro terço da partida.

Existem várias aberturas conhecidas e seu estudo é importante para que os jogadores conheçam as melhores jogadas possíveis para cada situação.

Todas aberturas conhecidas recebem o nome de acordo com o criador ou de acordo ao país de origem. São exemplos: Abertura Ruy Lopez, Abertura Catalã, Abertura Italiana.